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Archive for junho \26\UTC 2012

Certezas desconhecidas

Mais um dia. A solidão aperta. A porta de casa se transforma em esperança. Nesses dias decisivos da vida, a falta de uma companhia me lacera. Escancara meu vazio particular. Saio. A rua me oferece rostos, decotes, vidas. A cada segundo, a esperança de amor num olhar correspondido se esvai na mesma velocidade que chegou. Quem sabe talvez em um esbarrão.

Aquela entrevista pode realizar meu sonho. Chamo o elevador. Na interminável viagem de oito andares, minha imaginação vagueia. Ao considerar as implicações do novo emprego, minha mente projeta a possibilidade de me casar com uma futura colega de trabalho. Quem sabe talvez um acaso. Leia mais…

O que foi, amor? Nada não!

Ontem ele me perguntou se havia algo de estranho comigo. Respondi com o clássico: nada não! Mas será que ele não percebe o que há de errado? Pior. Ele acredita que de fato nada está acontecendo. Passivamente, ele aceitou a mentira.

Mas como assim nada não? As ligações constantes acabaram. Viraram protocolo. Não há mais o sentimento de preocupação após horas sem nos falarmos. Nem mesmo aquele simples toque para perguntar: você está precisando de mim? Talvez nosso amor tenha esfriado. Leia mais…

Chove lá fora. A casa é nova. Se você for ela – ou o Bauman – não leia

Chove lá fora. A casa é nova. Parece não ser minha. Talvez ela esteja mais à vontade do que eu. Calça jeans não é boa pra dormir, mas ela não tem roupas aqui. Ofereço meu short e uma camiseta larga. Confesso, fica lindo.

Chove lá fora. A casa é nova. Ainda estou me acostumando. Levanto e vou fazer um café. Ela me segue e pergunta quais são meus projetos de vida. Não sei o que dizer. Respondo que ela fica exuberante sem toda aquela produção. Com um sorriso safado, ela esquece a resposta. Leia mais…

Ensaio sobre as periguetes

Por Pedro Rodrigues Almeida

Em um sábado qualquer estava eu caminhando para minha casa quando me deparo com uma cena um tanto apavorante para um garoto dos anos 90. Tento arrancar todos os determinismos óbvios daquela que situação, e, fracassando, sou tomado por uma onda misteriosa de desolamento. Acabo de ver uma mini-periguete!

Continuo no mesmo passo até que atravesso o caminho oposto ao que a moçoila faz, e então, já não mais apavorado, sigo meu caminho e ponho-me a pensar sobre o que acabei de ver, e sobre todas as outras situações em que topei com periguetes que são mais velhas do que aquela que eu recusaria de chamar do mesmo.

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