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Posts Tagged ‘Chandy Teixeira’

Prazer, amante. Conheça-me!

O amantePrazer! Eu sou o pavor dos homens, a verdade inexorável para as mulheres. Em algum momento da sua vida, caro(a) leitor(a), eu vou aparecer. Isso tudo, claro, caso eu não esteja a habitando agora, quem sabe? Mesmo que eu não exista. Coexistirei na dúvida eterna. Vou consumir seu sono. Serei a mola mestre do seu estresse. Apesar de tudo, não se espante com a minha face horripilante. Salvo vidas, há quem diga.

Nunca me relacionei por muito tempo. Dois dedos de rotina e eu largo a xícara. Nasci para ser o outro. Sabe por quê? Odeio DR’s. Odeio planejar o Natal. Deus me livre em ter que almoçar na casa dos outros. Não tenho apetite para o prato principal da falsidade. Troco risos frouxos pelas suas lágrimas. Leia mais…

50 Tons de Cinza – 8 explicações para ‘elas continuam as mesmas’

50-tons-de-cinzaFenômeno mundial de vendas, a trilogia “50 Tons de Cinza” arrebatou mulheres por onde passou. Entre todos os fatores que podem explicar o sucesso de vendas – o tema sexo está entre eles -, um me parece inexorável: a identificação das mulheres com a Anastasia Steele, personagem central da trama. E é exatamente a partir desta constatação, que outra vem a reboque: apesar de pregar uma libertação feminina, o sucesso do livro e a identificação com Anastasia mostram que as mulheres continuam exatamente as mesmas, graças a Deus.

Para tentar provar isso, listo 8 motivos para chegar até esta conclusão:

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Por trás do seu sono

SONHANDOA beleza da vida está sempre escondida atrás das interpretações. E assim como todos os outros aspectos de nossa existência, é difícil enxergar o lado positivo em algumas vezes. Por que digo isso? Após uma constatação durante uma noite de sono.

Aquela sexta-feira cansativa, mas sempre com a esperança revigorante do fim de semana batendo à porta. Ao cair da noite, ela já está a espera: cabelos feitos, maquiagem impecável, detalhes minuciosamente arrumados – muitos deles até imperceptíveis aos duros olhos masculinos. A figura é quase de um ser imaculado. Mulheres e seu delicioso defeito de perfeição.

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Prostituição afetiva

A cama grita e me lembra que estou dentro dela. Não fosse seu sorriso mágico, o sexo ia passando despercebido. Ela é minha cliente. Isso mesmo, eu vendo meu corpo. Mas espere, não me julgue, você é, já foi ou será como eu: um(a) garoto(a) de programa.

Sobre mim, ela baila, brinca, caçoa da minha condição e, deliciosamente, reina absoluta. Sem tirar a calcinha – simbolicamente o muro que nos separa – ela se entrega. Geme. Arranha. Puxa. Pede. Eu? Eu atendo. Estou mesmo é atrás do meu pagamento. Lá fora está frio e eu estou pobre. Leia mais…

Certezas desconhecidas

Mais um dia. A solidão aperta. A porta de casa se transforma em esperança. Nesses dias decisivos da vida, a falta de uma companhia me lacera. Escancara meu vazio particular. Saio. A rua me oferece rostos, decotes, vidas. A cada segundo, a esperança de amor num olhar correspondido se esvai na mesma velocidade que chegou. Quem sabe talvez em um esbarrão.

Aquela entrevista pode realizar meu sonho. Chamo o elevador. Na interminável viagem de oito andares, minha imaginação vagueia. Ao considerar as implicações do novo emprego, minha mente projeta a possibilidade de me casar com uma futura colega de trabalho. Quem sabe talvez um acaso. Leia mais…

O que foi, amor? Nada não!

Ontem ele me perguntou se havia algo de estranho comigo. Respondi com o clássico: nada não! Mas será que ele não percebe o que há de errado? Pior. Ele acredita que de fato nada está acontecendo. Passivamente, ele aceitou a mentira.

Mas como assim nada não? As ligações constantes acabaram. Viraram protocolo. Não há mais o sentimento de preocupação após horas sem nos falarmos. Nem mesmo aquele simples toque para perguntar: você está precisando de mim? Talvez nosso amor tenha esfriado. Leia mais…

Chove lá fora. A casa é nova. Se você for ela – ou o Bauman – não leia

Chove lá fora. A casa é nova. Parece não ser minha. Talvez ela esteja mais à vontade do que eu. Calça jeans não é boa pra dormir, mas ela não tem roupas aqui. Ofereço meu short e uma camiseta larga. Confesso, fica lindo.

Chove lá fora. A casa é nova. Ainda estou me acostumando. Levanto e vou fazer um café. Ela me segue e pergunta quais são meus projetos de vida. Não sei o que dizer. Respondo que ela fica exuberante sem toda aquela produção. Com um sorriso safado, ela esquece a resposta. Leia mais…