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Posts Tagged ‘Fatos & Devaneios’

50 Tons de Cinza – 8 explicações para ‘elas continuam as mesmas’

50-tons-de-cinzaFenômeno mundial de vendas, a trilogia “50 Tons de Cinza” arrebatou mulheres por onde passou. Entre todos os fatores que podem explicar o sucesso de vendas – o tema sexo está entre eles -, um me parece inexorável: a identificação das mulheres com a Anastasia Steele, personagem central da trama. E é exatamente a partir desta constatação, que outra vem a reboque: apesar de pregar uma libertação feminina, o sucesso do livro e a identificação com Anastasia mostram que as mulheres continuam exatamente as mesmas, graças a Deus.

Para tentar provar isso, listo 8 motivos para chegar até esta conclusão:

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Marionetes sexuais

Morar sozinho. Assim como ter barba, eu sonhei um dia. Ambos quando chegaram, reclamei. É o que a gente faz com tudo que deseja. Dizia Nelson Rodriques que o desejo é triste. Como não concordar? O prazer da independência acaba na primeira sexta-feira fria. A solidão se junta à louça suja como fiel escudeira. A penumbra se instala. Meia luz, meia consciência.

Ao bar ao lado me lanço. É a roleta russa da noite. Oito ou oitenta. A volta para casa reserva apenas duas possibilidades radicais: companhia efêmera ou ainda mais solidão. É preciso ter coragem para apostar. E eu tive. Ao chegar, pouca luz. Minhas pupilas dilatam. São meus olhos se acostumando. Minha mente acompanha o processo de adaptação e me situa que, diferentemente das boates onde as pessoas se escondem atrás de sorrisos falsos e muita maquiagem (a melhor das mentiras), aqui é preciso diminuir a luz. Trata-se da máscara dos adultos, é preciso esconder as expressões, na maioria das vezes, sofridas. Meia luz, pouca lucidez. Leia mais…

Um lugar para chamar de seu

Por Paulo Vitor Bernardo

Todo mundo, por mais que digam o contrário, precisa de um lugar pra chamar de seu. Não me limito a espaços geográficos, físicos ou delimitados – qualquer lugar, é lugar. E tampouco me limito a questões cronológicas: um lugar que hoje você chama de seu, amanhã pode lhe parecer estranho e assim por diante.

Acredito que nós, seres humanos, somos totalmente adaptáveis a quaisquer condições que nos ofereçam – as boas e também as ruins. Obviamente as boas são sempre muito mais bem-vindas! E que sejam. Sempre!

Dividir um sonho, sonhar um amor, partilhar uma angústia, multiplicar o dinheiro – só assim pra sobrar no fim do mês – fazer compras de supermercado, dias nublados, noites de calor, cama desarrumada (…) Quando imagino em “um lugar para chamar de meu”, penso em um lugar que – um dia sequer – todos deveriam conhecer: o amor. Leia mais…

Ciclo vicioso ou virtuoso? O futuro a quatro mãos

Por Paulo Vitor Bernardo

O relógio desperta. Desperta a dor de mais um dia. Levantar-se parece um sacrifício. Abro a janela. Os raios de sol chegam até a cama. Dia ensolarado, céu sem uma nuvem sequer.

O dia pede pra chegar. Ligo o som. Faço um café forte. Acendo um cigarro. Deixo a água cair pela cabeça tal qual fosse uma cachoeira em queda livre. Renovo-me. Troco a roupa e mais um dia que começa.

Tudo na vida é cíclico. E se pensarmos de forma matemática, nenhum círculo tem fim. O começo sempre se encontra com o fim e assim por conseguinte. Portanto me questiono: onde tudo muda? E eu mesmo tomo a liberdade de me responder: tudo muda a partir do momento em que queremos que tudo mude. E assim estou. Viver novos projetos, ter novas responsabilidades implica que a mudança esteja implícita em tudo que fazemos. Leia mais…

Certezas desconhecidas

Mais um dia. A solidão aperta. A porta de casa se transforma em esperança. Nesses dias decisivos da vida, a falta de uma companhia me lacera. Escancara meu vazio particular. Saio. A rua me oferece rostos, decotes, vidas. A cada segundo, a esperança de amor num olhar correspondido se esvai na mesma velocidade que chegou. Quem sabe talvez em um esbarrão.

Aquela entrevista pode realizar meu sonho. Chamo o elevador. Na interminável viagem de oito andares, minha imaginação vagueia. Ao considerar as implicações do novo emprego, minha mente projeta a possibilidade de me casar com uma futura colega de trabalho. Quem sabe talvez um acaso. Leia mais…

O que foi, amor? Nada não!

Ontem ele me perguntou se havia algo de estranho comigo. Respondi com o clássico: nada não! Mas será que ele não percebe o que há de errado? Pior. Ele acredita que de fato nada está acontecendo. Passivamente, ele aceitou a mentira.

Mas como assim nada não? As ligações constantes acabaram. Viraram protocolo. Não há mais o sentimento de preocupação após horas sem nos falarmos. Nem mesmo aquele simples toque para perguntar: você está precisando de mim? Talvez nosso amor tenha esfriado. Leia mais…

Ensaio sobre as periguetes

Por Pedro Rodrigues Almeida

Em um sábado qualquer estava eu caminhando para minha casa quando me deparo com uma cena um tanto apavorante para um garoto dos anos 90. Tento arrancar todos os determinismos óbvios daquela que situação, e, fracassando, sou tomado por uma onda misteriosa de desolamento. Acabo de ver uma mini-periguete!

Continuo no mesmo passo até que atravesso o caminho oposto ao que a moçoila faz, e então, já não mais apavorado, sigo meu caminho e ponho-me a pensar sobre o que acabei de ver, e sobre todas as outras situações em que topei com periguetes que são mais velhas do que aquela que eu recusaria de chamar do mesmo.

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